Archive for março, 2010


 
 
 

Temas integrantes da Espiritualidade Franciscana, Justiça, Paz e Ecologia são partes essenciais do carisma, portanto, da forma de vida Franciscana. Francisco de Assis, homem medieval, ao longo de sua vida e de sua conversão, vai incorporando esses valores, sem a preocupação de tematizá-los. Francisco, homem de Deus, com sua forma de vida, vai promovendo a Justiça, a Paz e, com sua sensibilidade, antecipa o que hoje a ciência nos diz, que tudo está relacionado com tudo. Todos fazem parte da mesma família, somos uma comunidade de vida. O Cântico das Criaturas revela a ternura e o entendimento de Francisco. “Louvado sejas, meu Senhor, com todas as criaturas”: o sol, a lua, a terra, o ar, as estrelas, o fogo, a água… e a irmã morte.

 

Fr. James Luiz Girardi, OFM

 

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Grande é aquele que possui uma grande caridade. Ela nasce de um coração semelhante ao de Jesus. Olhe para seu interior e perceba quanto de bom existe em você e pode ser repartido e compartilhado. O mundo anda carente de pessoas boas. Quem pratica a caridade e a justiça enche o mundo de carinho e ternura. Onde não há caridade, não há justiça. Sem a caridade os outros bens não são proveitosos. Quanto mais caridade, mais paz. A caridade desconhece raças e credos, ela é praticada em segredo, ela é a perfeição do amor. A verdadeira caridade é aquela que, quem a faz, ignora quem a recebe! Quem a recebe, ignora quem a faz! Estenda sua mão e sinta a alegria na generosa partilha.

 

Pe. Antônio Francisco Bohn

 

DOMINGO DE RAMOS

 

O povo o aclama com alegria e esperança, pois acreditavam que Jesus iria libertá-los da escravidão política e econômica  cruelmente imposta pelos romanos e, religiosa que massacrava a todos com rigores excessivos e absurdos.

            Mas, essa mesma multidão, poucos dias depois, manipulada pelas autoridades religiosas, o acusaria de impostor, de blasfemador, de falso messias. E incitada pelos sacerdotes e mestres da lei, exigiria de Pôncio Pilatos, governador romano da província, que o condenasse à morte.  

              Esse duplo comportamento é retratado na liturgia desse domingo, ao ser proclamado dois evangelhos: o primeiro, que narra a entrada festiva de Jesus em Jerusalém fortemente aclamado pelo povo: “Hosana ao Filho de Davi”; depois o Evangelho da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, onde são relatados os acontecimentos do julgamento de Cristo. Julgamento injusto com testemunhas compradas e com o firme propósito de condená-lo à morte.

              O Domingo de Ramos pode ser chamado também de “Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor”, nele, a liturgia nos relembra e nos convida a celebrar esses acontecimentos da vida de Jesus que se entregou ao Pai como Vítima Perfeita e sem mancha para nos salvar da escravidão do pecado e da morte. Crer nos acontecimentos da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, é crer no mistério central da nossa fé, é crer na vida que vence a morte, é crer na força do bem que vence o mal, é também ressuscitar com Cristo e, com Ele Vivo e Vitorioso viver eternamente. É proclamar, como nos diz São Paulo: ‘“Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai’ (Fl 2, 11).  

 

O DÍZIMO HOJE

 
 
 
 
 

Ao longo da história da Igreja foram experimentadas práticas de sustentação, como as doações espontâneas, as taxas, as campanhas, as arrecadações, as promoções, as festas. Nenhuma, porém, conseguiu, a não ser temporariamente, fortalecer a ação evangelizadora. Quando muito elas conseguiam manter as instalações físicas, mas não eram suficientes para fazer da Igreja uma presença forte do Evangelho no mundo. Daí que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) optou pelo dízimo, não como taxa ou pagamento, e sim como contribuição, doação, devolução a Deus. Os bispos retomaram o espírito do Novo Testamento, onde o dízimo é ação de graças e partilha. E é assim que ele deve ser entendido hoje.

 

Pe. Cristovam Iubel

 
 
 
 
 
 

A fé é para ser vivida seguindo Jesus Cristo, caminho, verdade e vida. Se assim vivermos, Jesus nos acompanha com a sua graça e, junto com o Pai, nos envia o Espírito Santo. Isto nos tornará virtuosos, cheios da força de Deus e capazes de fazer o bem. É isto que define o ser cristão. Passamos, então, a viver segundo o Espírito, conduzidos por Ele, ao seu serviço (cf. Gl 5, 16–18,25; Rm 7,6; 8,3-8. 14). É Cristo acompanhando a comunidade. Vivendo como Jesus, os cristãos andam na direção que o Espírito indicar, sem ser prisioneiros de nenhum tipo de maldade, de corrupção, nem de pecado.

                                                                                                                                    Fr. Nilo Agostini, OFM.

 
 
 
 
 
 

O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.

Mas porque a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido? A razão é que pouca quantidade, cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) está sendo contaminada, poluída e degradada pela ação do homem. Esta situação é preocupante, pois poderá faltar, num futuro próximo, água para o consumo de grande parte da população mundial. Pensando nisso, foi instituído o Dia Mundial da Água, cujo objetivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.

Não neste dia devemos comemorar, mas também nos outros 364 dias do ano, precisamos tomar atitudes em nosso dia-a-dia que colaborem para a preservação e economia deste bem natural. Sugestões não faltam: não jogar lixo nos rios e lagos; economizar água nas atividades cotidianas; reutilizar a água em diversas situações; respeitar as regiões de mananciais e divulgar idéias ecológicas para amigos, parentes e outras pessoas.

 

Água é vida.

 
 
 
 
 
 
 

 

As Igrejas cristãs envolvidas na Campanha da Fraternidade vão também propor um uso sustentável do planeta que Deus nos deu como lar. Somos convidados a olhar a terra como uma casa que deve ser bem preservada, cuidada e administrada para que todos tenham o necessário e nada se estrague sem possibilidade de recuperação. Economia humana, fraterna e solidária, é também uma economia responsável em termos planetários. Não criamos o planeta: ele foi dado a todos para ser bem usado, não para ser esgotado nem para ser mal dividido. Sendo todos filhos de Deus, temos que nos comportar como membros da mesma família, que zelam por um patrimônio comum.

 

Therezinha Cruz

Comissão de Comunicação do CONIC

 

 
 
 

São José

 

 

SÃO JOSÉ, ESPOSO DA VIRGEM SANTA MARIA

Este é o servo fiel e prudente, que o Senhor pôs à frente da sua família (Antífona da missa)

 

Nos desígnios de Deus, José foi o homem escolhido para ser o pai adotivo de Jesus. É no seio da sua família modestíssima que se realiza, com efeito, o Ministério da Encarnação do Verbo. Intimamente unido à Virgem-Mãe e ao Salvador, José situa-se num plano muito superior ao dos mais profundos místicos: amando Jesus, amava o Seu Deus; toda a ternura respeitosa, com que envolvia Maria, dirigia-se à Imaculada Mãe de Deus.

Figura perfeita do <<justo>> do Antigo Testamento, homem de uma fé a toda a prova, no cumprimento da sua missão, mostrará sempre uma disponibilidade total, mesmo nos acontecimentos mais desconcertantes.

Protetor providencial de Cristo, continua a sê-lo do Seu Corpo Místico. O exemplo da sua vida é sempre atual para todos quantos querem situar a sua vida no âmbito dos desígnios de salvação do Senhor.

 

 

                                 

 

 

Para ser feliz, conheça o caminho que leva à felicidade. Eis uma pista: "Feliz quem não segue o caminho dos ímpios (…), mas na Lei do Senhor se compraz e nela medita dia e noite!" (Sl 1, 1-2). Experimente seguir todo dia o caminho traçado na Lei por nosso Criador, Senhor e Pai. Esse caminho é a vontade de Deus é a nossa santificação, como se vê já no Antigo Testamento: "Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo" (Lv 19,2). Não se conforme, então, com os esquemas deste mundo, mas procure todo dia transformar-se espiritualmente. Assim, você será feliz ao conhecer com clareza "qual é a vontade de Deus, boa, agradável e perfeita" veja (Rm 12, 1-2).

 
 
Ephraim F. Alves
Petrópolis/RJ
 

 

 

                                       

         

 

 

 

 

A própria bondade, por natureza, é Deus. E não foi por outro motivo que Ele criou a vida humana. Nada é comparável à bondade. É preciso alicerçá-la com sentimentos nobres para iluminar a vida. Ao tomar uma atitude importante use de sua inteligência e do seu conhecimento, mas não se esqueça de consultar o seu coração. Só assim você estará caminhando rumo à felicidade. Com o uso da inteligência adquirimos as alegrias que o mundo pode nos oferecer, mas só com a bondade conquistamos as alegrias verdadeiras e o conforto espiritual. Seja bondoso com os outros, seguindo a misericórdia e a doçura do Coração de Jesus. Acima de tudo, não se esqueça de que a suprema sabedoria é a bondade.

 

 

Pe. Antônio Francisco Bohn.