Senhor,
Fazei de mim um instrumento
De paz ecológica.

Onde há usinas soberbas,
Que eu monte pequenas geradoras
De energia hidráulica.

Onde há energia poluidora,
Que eu erga em cata-vento
Para a limpa energia eólica.

Onde o lixo avança ameaçador,
Que o converta em irmão lixo
Para a energia alternativa.

Onde o lucro exige pressa,
Que eu espere um milênio
Para a natureza morta produzir
Cinco centímetros de húmus.

Pois é respeitando a terra mãe
Que gozaremos de harmonia.
É morrendo à ganância e ao desperdício
Que viveremos como família de Deus,
Na festa da vida sem fim.

Arnaldo de Vidi


Referência: Agora vale a vida – Cid Moreira

 



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