Archive for setembro, 2010


Pegadas na Areia!

 

Uma noite eu tive um sonho:
Sonhei que estava andando na praia com o Senhor, e através do céu, passavam cenas da minha vida. Para cada cena que se passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia; Um era meu e o outro era do Senhor. Quando a última cena da minha vida passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia, e notei que muitas vezes, no caminho da vida, havia apenas um par de pegadas na areia.
Notei também que isto aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso aborreceu-me.

Então perguntei ao Senhor:
– Senhor, Tu me disseste que, uma vez que resolvesse Te seguir, Tu andarias sempre comigo, em todo o meu caminho, mas notei que durante as maiores tribulações do meu viver, havia apenas um par de pegadas na areia. Não compreendo porque nas horas em que mais necessitava de Ti, Tu me deixastes…

O Senhor respondeu:
– Meu precioso filho, eu te amo, e jamais te deixaria nas horas de tua prova e de teu sofrimento. Quando vistes na areia apenas
um par de pegadas, foi exatamente aí, que eu te carreguei nos Braços
.

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As leituras deste 25º Domingo do Tempo Comum nos levam à reflexão sobre o lugar que o dinheiro e os outros bens materiais devem assumir na nossa vida. De acordo com a Palavra de Deus que nos é proposta, os discípulos de Jesus devem evitar que a ganância ou o desejo imoderado do lucro manipulem as suas vidas e condicionem as suas opções; em contrapartida, são convidados a procurar os valores perenes do “Reino”.

O profeta Amós denuncia os comerciantes sem escrúpulos, preocupados em ampliar sempre mais as suas riquezas, ou políticos que querem comprar o voto do pobre com um par de sandálias, os que apenas pensam em explorar a miséria e o sofrimento dos pobres. Amós avisa: Deus não está do lado de quem, por causa da obsessão do lucro, escraviza os irmãos. A exploração e a injustiça não passam despercebidas aos olhos de Deus.

O Evangelho apresenta a parábola do administrador astuto. Nela, Jesus ensina aos discípulos  que o dinheiro somente serve a Deus, quando é usado para promover a vida e para criar e fortalecer os laços de vivencia justa e fraterna.

Na segunda leitura, São Paulo convida os cristãos a fazerem de sua oração uma prece universal, onde caibam as preocupações e as angústias de todos os nossos irmãos, sem exceção, inclusive da política. Que os governantes levem vida tranqüila, serena, com piedade e dignidade para o seu próprio bem e dos que lhes estão confiados. O tema não se liga, diretamente, com à questão da riqueza  – que é o tema fundamental da liturgia deste domingo – mas um convite a não ficar fechado em si mesmo e a preocupar-se com as dores e esperanças de todos os irmãos; o discípulo é convidado a sair do seu egoísmo para assumir os valores duradouros do amor, da partilha, da fraternidade.

 

 
"FELIZ O FILHO QUE RETORNA À CASA DO PAI"
 

Nos diz o evangelho: O filho regressa a casa do pai e exclama : «Pai, pequei contra o céu e contra ti, já não mereço ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus assalariados.» […] Mas o pai foi a seu encontro quando ele ainda estava longe. «Quando ainda éramos pecadores, Cristo morreu por nós» (Rom 5, 8). O Pai acorreu ao nosso encontro[…] na pessoa do Filho, quando por Ele desceu do céu à terra. «O Pai que me enviou está Comigo», diz Ele no evangelho (Jo 16, 32). E abraçou o filho que retornava: O Pai nos abraçou quando, por Cristo, toda a Sua divindade desceu do céu e Se instalou na nossa carne. O Pai beijou seu filho arrependido. O Pai nos abraça e nos beija. Quando? Quando o amor e a misericórdia se encontram. Quando o Amor e a Misericórdia se encontram, a Justiça e a Paz se abraçam (Sl 84, 11).

O Pai mandou trazer ao filho a melhor túnica, a túnica que Adão tinha perdido, a glória eterna da imortalidade quando afastou-se da presença de Deus. Pôs um anel em seu dedo: o anel da honra, o título de liberdade, o especial penhor do espírito, o sinal da fé, a garantia das núpcias celestes. Ouve o que diz o apóstolo Paulo: «Desposei-vos com um único esposo, como virgem pura oferecida a Cristo» (2Cor 11, 2). O Pai calçou os pés de seu filho; para termos os pés calçados quando anunciamos a boa nova do evangelho, a fim de que sejam «os pés daqueles que anunciam a boa nova da paz» (Is 52, 7; Rom 10, 15).

Por ele mandou matar um novilho gordo. […] O novilho foi morto por ordem do pai porque Cristo, o Filho de Deus, não podia ser morto contra a vontade do Pai. Ouve novamente o apóstolo Paulo: «Ele não poupou o Seu próprio Filho, mas O entregou por todos nós» (Rom 8, 32).

O Pai continua alegrar-se e a festejar com cada filho e filha que vêem ao seu encontro. Ele nos abraça nos beija e nos oferece, não carne de novilho, mas seu Filho, que continua a ser ofertado em cada Santa Eucaristia.