"FELIZ O FILHO QUE RETORNA À CASA DO PAI"
 

Nos diz o evangelho: O filho regressa a casa do pai e exclama : «Pai, pequei contra o céu e contra ti, já não mereço ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus assalariados.» […] Mas o pai foi a seu encontro quando ele ainda estava longe. «Quando ainda éramos pecadores, Cristo morreu por nós» (Rom 5, 8). O Pai acorreu ao nosso encontro[…] na pessoa do Filho, quando por Ele desceu do céu à terra. «O Pai que me enviou está Comigo», diz Ele no evangelho (Jo 16, 32). E abraçou o filho que retornava: O Pai nos abraçou quando, por Cristo, toda a Sua divindade desceu do céu e Se instalou na nossa carne. O Pai beijou seu filho arrependido. O Pai nos abraça e nos beija. Quando? Quando o amor e a misericórdia se encontram. Quando o Amor e a Misericórdia se encontram, a Justiça e a Paz se abraçam (Sl 84, 11).

O Pai mandou trazer ao filho a melhor túnica, a túnica que Adão tinha perdido, a glória eterna da imortalidade quando afastou-se da presença de Deus. Pôs um anel em seu dedo: o anel da honra, o título de liberdade, o especial penhor do espírito, o sinal da fé, a garantia das núpcias celestes. Ouve o que diz o apóstolo Paulo: «Desposei-vos com um único esposo, como virgem pura oferecida a Cristo» (2Cor 11, 2). O Pai calçou os pés de seu filho; para termos os pés calçados quando anunciamos a boa nova do evangelho, a fim de que sejam «os pés daqueles que anunciam a boa nova da paz» (Is 52, 7; Rom 10, 15).

Por ele mandou matar um novilho gordo. […] O novilho foi morto por ordem do pai porque Cristo, o Filho de Deus, não podia ser morto contra a vontade do Pai. Ouve novamente o apóstolo Paulo: «Ele não poupou o Seu próprio Filho, mas O entregou por todos nós» (Rom 8, 32).

O Pai continua alegrar-se e a festejar com cada filho e filha que vêem ao seu encontro. Ele nos abraça nos beija e nos oferece, não carne de novilho, mas seu Filho, que continua a ser ofertado em cada Santa Eucaristia.

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