As leituras deste 25º Domingo do Tempo Comum nos levam à reflexão sobre o lugar que o dinheiro e os outros bens materiais devem assumir na nossa vida. De acordo com a Palavra de Deus que nos é proposta, os discípulos de Jesus devem evitar que a ganância ou o desejo imoderado do lucro manipulem as suas vidas e condicionem as suas opções; em contrapartida, são convidados a procurar os valores perenes do “Reino”.

O profeta Amós denuncia os comerciantes sem escrúpulos, preocupados em ampliar sempre mais as suas riquezas, ou políticos que querem comprar o voto do pobre com um par de sandálias, os que apenas pensam em explorar a miséria e o sofrimento dos pobres. Amós avisa: Deus não está do lado de quem, por causa da obsessão do lucro, escraviza os irmãos. A exploração e a injustiça não passam despercebidas aos olhos de Deus.

O Evangelho apresenta a parábola do administrador astuto. Nela, Jesus ensina aos discípulos  que o dinheiro somente serve a Deus, quando é usado para promover a vida e para criar e fortalecer os laços de vivencia justa e fraterna.

Na segunda leitura, São Paulo convida os cristãos a fazerem de sua oração uma prece universal, onde caibam as preocupações e as angústias de todos os nossos irmãos, sem exceção, inclusive da política. Que os governantes levem vida tranqüila, serena, com piedade e dignidade para o seu próprio bem e dos que lhes estão confiados. O tema não se liga, diretamente, com à questão da riqueza  – que é o tema fundamental da liturgia deste domingo – mas um convite a não ficar fechado em si mesmo e a preocupar-se com as dores e esperanças de todos os irmãos; o discípulo é convidado a sair do seu egoísmo para assumir os valores duradouros do amor, da partilha, da fraternidade.

 

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